De volta ao trabalho… e como é difícil voltar ao trabalho depois de dias ótimos de lazer, em família e falando português, a língua em que mais me sinto a vontade!
Por sorte a semana foi bem fora da rotina. Voltei na 4ª feira e na 5ª feira já tivemos o coquetel de 20 anos do escritório. Trabalhamos durante a manhã, deixando a tarde toda para os preparativos. Gira mesa, esconde cadeira, coloca exibição de fotos em todos os monitores, recebe a comida, busca a bebida… sem contar com a melhor parte: recebemos e arrumamos 1.700 tulipas! Tulipa, há tempos, é minha flor preferida, acho ela de uma perfeição incrível! O problema é que o Brasil é quente demais pra pobrezinha, então elas parecem ter pressa pra morrer, enquanto aqui elas duram muito, e abrem de uma forma que eu não sabia que conseguiam!
O tema do coquetel era “primavera e bolhas” (se referindo às bolhas de espumante) e o escritório ficou irreconhecível!
Como algumas festas por aqui, essa tinha hora pra começar e hora pra acabar, das 19 às 21, mas acabou se prolongando até quase 23 horas. Como bons suecos, não deu 10 minutos antes das 19 horas e os convidados chegaram em peso. Tivemos cerca de 70 convidados presentes, desde antigos colegas de universidade dos donos do escritório até clientes que já fizeram 5 projetos com eles. Conhecí crítico de um dos jornais principais daqui (o DN, que eu assino e leio religiosamente todos os dias), violonista da filarmônica, clientes com quem eu já tinha tido contato, etc. Foi um clima super agradável, a noite toda! Infelizmente não tenho fotos do “durante”, só do antes, mas ao menos posso “apresentar” um pouco do pessoal que trabalha comigo.
Chegando ao fim, dividimos uma parte dos resto, e lá voltei eu pra casa. No metrô, comigo, 1kg de queijo brie, 2 vasos com tulipas, duas sobremesas, “livro-souvenier” com projetos do escritório e uma garrafa de espumante, que prometi pro Erik não abrir até que ele entregue o trabalho de conclusão de curso dele (semana que vem!). rsrs
No dia seguinte ainda fomos almoçar no parque, aproveitar o sol que tem teimado em aparecer todos os dias (delícia), com comidas, cerveja e espumante. Super agradável!
E agora a parte menos festiva… eu tinha pedido pra responsável pelo RH do escritório me avisar quando eles tivessem uma posição sobre eu continuar ou não trabalhando pra eles depois de julho. Coincidência ou não, ontem tive minha “reunião de desenvolvimento” com ela, uma reunião onde cada um vê seu rendimento em estatísticas, recebe feedback, dá seu ponto de vista sobre o escritório, etc. Nessa reunião ela disse que conversou com os donos durante a semana toda e por fim tomaram a decisão de não me contratar. Nos próximos meses dois arquitetos voltam da licença paternidade e uma da licença maternidade, ou seja, vão estar com a casa cheia. Sendo assim, eles preferem contratar um estagiário, que custa menos do que eu, formada.
Por um lado, acho uma pena porque gosto bastante do clima do escritório. Todo mundo se ajuda e o ritmo é mais lento do que eu experimentei no Brasil, então dava pra aprender bastante ao invés de só correr pra cumprir prazos. Por outro, desde o início eu falei que não era o escritório dos meus sonhos, que tem muito interiores, coisa que eu não aprendi na universidade, além de tudo girar em torno do estilo do meu chefe (que não é o mesmo meu).
Pensando positivo, então: tem sido uma ótima experiência pra mim e foi minha porta de entrada no mercado de trabalho sueco. Agora é caminhar pra frente! Meu contrato vai até as férias deles (começo de julho) e nesse final de semana já vou trabalhar na atualização do meu CV e portfólio, que já vai estar recheado de projetos suecos! Torçam por mim!














































